Apego-me na
Certeza do sonho
Que tudo passa
Se vai
as chuvas
Lavando
um mês, um ano
meia década & mais
Firmes
no lugar que é nosso
vemos passar
estações, tempos, gente
O que os sonhos
em sua semiótica comunicam
nós permanecemos firmes & atentos
para testemunhar acontecer
& aí
passou...
Passou esse tempo
essa estação... quem desembarcou
ficou para trás, abandonado na fossa
que a água abriu, para beber terra
Passou essa época
essa conturbação... o romper
do verme remoendo o que não era para ele
cada tempo dá o que não te dará mais!
Até passar...
& passou!
