Matando a fome
No pó diverso dos avessos
Comendo átomo solar
Comendo ácido dos mares
Comendo ossos moído
A nutrição nos torna monstros
Boca banguela
Buraco sem fundo da ampulheta
Buraco de bala que come chumbo
Buraco negro que come pó de estrela
É do chão que a gente come
Da sola da bota do maioral
Do rastro de cobra na estrada
Da pegada na areia da pessoa amada
Da trilha repisada na mata fechada
Se na queda a gente levanta
Sacode a poeira, dá a volta por cima
Na fome a gente deita
Ajunta o pó de tudo
& não vê a hora que para... de comer











.jpg)