É sempre quem não brinca no parque que destrói o parque
É sempre quem não joga o jogo que despreza o jogo
É sempre quem não é feliz que destrói a felicidade dos outros
É sempre quem é ignorante que despreza o saber
É sempre quem não ama que destrói o amor em nós
As regras do mundo que não fazem sentido aos desregrados
O alívio das cargas dispensado pelos necessitados de culpa
O bem do mundo que não faz sentido para os maus
A paz de espírito renegada pelos conturbados materiais
A fortaleza do indivíduo amaldiçoada pelos que não suportam viver só
A beleza das coisas blasfemada pelos deslumbrados cegos
A consciência sacrificada pelos sonâmbulos
O silêncio constragindo pelos tagarelas
A privacidade invadida pela oferta de dependência
A gentileza estigmatizada pelos violentos
O Tao reverberado
metade/desmetade
Ao que a dor em seu desnível
uns sentem
outros ignoram
mas se ferem do mesmo tanto
Aprendamos logo que as pessoas
& as coisas são o que são
& devemos, para não sofrer,
as deixar assim
por si mesma
É tudo essa des-construção des-concertante
constante no mundo...











