15 de fev. de 2026

Sonos de Verão

 

Cada sono, seu torpor
Até as nuvens me oprimem
   à cair no sono no meio do dia
      com seu teatro
      de metamorfoses letárgicas

& as sedações do quimo
   que empurram à um torpor
   em meio à ereções
Que sonham lúcidas orgias
   de pesadelos gozozos

& vem a lucidez do meio das tardes
   nos deitarem sol querente
Funambulando entre suores
   & sangue frio
Frescos desejos que tanto faz
   realizar

Cada sonolência exigindo
   sonhos & levedelos
Expulsam para as bordas abismais da consciência
   onde copulam em ambiente líquido
   vigília & dormência



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