Dias perdidos
parado no tempo
Na consolação da carne
No espaço necessário
que tudo requisita
para se recuperar...
Depois da festa
dos encontros marcados
que as vidas se cruzam
nas despedidas
Reverberamos sorrisos
até o próximo pranto...
As faces em estranhamento
Entrevistas nos últimos tempos
Hora chorando
agora sorrindo
Outra vez consolando-se
& então brindando...
Os nomes se perdendo
pela força da gravidade
Novos nomes emergindo
no esforço dos partos
Os nomes são corpos
que chegam para nossa ciranda...
As distâncias são as mesmas
no entanto aumentam
Com a proximidade que escapa
A memória sempre em diáspora
para outras lembranças
antigas, próximas...
Juntos, mas separados
Rumamos para a terra perdida
encontrada no fim dos tempos
Que cada um vive & pisa ao seu modo
Festejando... chorando...
sempre!

Nenhum comentário:
Postar um comentário