Nós que estamos sempre prontos para ser amado
Talvez nunca estejamos propensos a dividir
Esse egoísmo ancestral
Que queima a colheita para não se fartar
& planta novas sementes que não sabe se irão vingar
Essa coisa atávica no peito
Que se parece coração
mas é um cofre de carne & couro
Nós que estamos sempre prontos para amar
Talvez nunca estejamos dispostos à deixar ir
Essa memória infalível
Que todo dia se esfrega de novo
no espinho da rosa
Esse lado do corpo que é alma
Que intoxica um
para o outro se sentir limpo & forte
Nós que vencemos sem lutar
Conquistamos tudo & não temos nada
Sonhamos chances
Repetições do que foi bom
mas nunca acordamos para afirmar
No amor
Somos Anjos caídos
& Demônios arrebatados
Nós... sempre dispostos
Nós... nunca disponíveis

Nenhum comentário:
Postar um comentário