é sempre o final de tarde que traz & trai todo nosso cançasso
sempre esse poente pálido alucinado das cores do sol além do horizonte
& o corpo feito de carne-palha, de horas a fio na lida-roça do trabalho
arranja forças para levantar os olhos & despir o véu das amarras-vendas
& olhar além, olhar para cima, olhar... & ver
que o dia se vai, que as horas passaram, que o tempo não voltará
os fins... do dia, do mês, do esforço
mas nós estamos de novo... livres para enxergar...

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