22 de ago. de 2026

Dia de Folga

 

Acordo cedo, dia sim dia sim. Passo o café, encho o vazio & despacho. Passo o café com o trigo fermentado para dentro, & ainda penso: para onde expulsamos o sono?
   Acordo cedo, depois do café, do rapé, do sopé, retorno à cama, luz acessa, pois a terra ainda não rodou o suficiente para o sol, o sono expulso, as remelas lavadas, barriga sossegada, vou ler. Onde guardamos os sonhos, guardo esse momento acordado!
   Imbuído na manhã, no silêncio que não há, pássaros & vento aventam... esse silêncio da ausência de motores, de trânsito & velocidade, repouso os olhos no livro, que também não está repousando, mas aberto no ângulo entre a luz & os olhos...
   Atravesso páginas até o sol raiar, intrometer-se pelos véus das cortinas, assim como se intrometem os sons da cidade & das horas das urgências de cada dia. Transponho do livro para mim o avanço na estória, & o logo, depois de horas, o sono retorna, à reboque do pequeno esforço mental de ler. Terminado o capítulo capitulo mais uma vez ao sono & fecho os olhos; hoje é dia de folga, li & posso retornar ao sonho... vou acordar mais tarde...



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