23 de mar. de 2011

"1º Dia do Bem" da União do Vegetal

26 de março é Dia do Bem: lazer e serviços gratuitos à comunidade
Apresentações artísticas, oficinas, aconselhamentos em saúde, oportunidades de capacitação e serviços sociais fazem a programação do “Dia do Bem”, que acontece no próximo dia 26 (sábado), em diversas cidades brasileiras. O evento é uma realização de voluntários das casas beneficentes do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal – ou UDV, religião de origem amazônica, de fundamentação cristã e reencarnacionista. A UDV conta, atualmente, com quase 200 unidades (núcleos) no Brasil e alguns também no exterior. 
Aqui em Uberlândia o Dia do Bem acontecerá na sede do Lar Espírita Maria Lobato de Freitas - Rua Ângelo Cunha, 25, Bairro São Jorge (em frente ao Poliesportivo do bairro), das 8h as 12h. A entrada é franca e estão previstas palestras de promoção à saúde, higiene bucal e orientação vocacional. Ainda na programação, oficinas de artesanato, orientação musical e auto massagem. Serão realizados atendimentos individuais por profissionais voluntários nas áreas de medição de pressão arterial, prevenção ao diabetes, orientações de aposentadorias e demais benefícios do INSS, orientações sobre direitos trabalhistas, estética e beleza. Atividades recreativas, esportivas, artísticas e culturais também estão previstas. Na oportunidade, a Unidade Administrativa local do Centro (Núcleo Sabiá),  fará a apresentação do Projeto Luz do Saber, que trabalha a alfabetização de jovens adultos através de software desenvolvido em parceria com programas do governo federal, a ser implantado na cidade. 
Os internautas poderão acompanhar as atividades nas diversas cidades onde acontece o Dia do Bem através de página no Facebook (Dia do Bem - UDV 50 anos - http://twixar.com/aSsFFFgc) e também no Twitter (@diadobem_). Por lá, os voluntários da UDV publicarão programação, notas, vídeos e fotos do evento.
“Certamente será um dia de alegria e toda a comunidade está convidada”, anuncia Tânia Batista, diretora nacional de Beneficência da UDV. Segundo ela, “eventos como o Dia do Bem fortalecem ainda mais a relação da UDV com a sociedade, graças a um trabalho que já vem sendo realizado há 50 anos e reflete, de forma simples e efetiva, os princípios cristãos da União do Vegetal”.

50 anos de boas ações
O Dia do Bem, realizado inicialmente pelas unidades beneficentes da UDV em Macapá (AP) e Santarém (PA) foi integrado ao calendário nacional da instituição, na agenda de comemorações do cinqüentenário da União do Vegetal, fundada em 1961, em Porto Velho, pelo seringueiro José Gabriel da Costa. Segundo dados históricos do Centro, as ações sociais fazem parte da UDV desde a origem. À medida que a instituição cresceu, o trabalho filantrópico ganhou maior porte e notoriedade, com diversos serviços à comunidade, como atendimentos médicos, capacitação, alfabetização de jovens e adultos, campanhas do agasalho, entre outros. A União do Vegetal - www.udv.org.br - é instituição reconhecida como de Utilidade Pública Federal. 
O foco principal do trabalho social da UDV, na atualidade, é a alfabetização de jovens e adultos, feita com a utilização do software livre Luz do Saber, desenvolvido por iniciativa da União do Vegetal em parceria com programas do governo federal e do Estado do Ceará. O software está disponível no site http://luzdosaber.seduc.ce.gov.br.
Atendimento à imprensa, sites e blogs: diadobem.udv@gmail.com

16 de mar. de 2011

Japão Irradiante



Nippon
   desde sempre
      bailas nessa tribulação
Com o solo
   Com a água
      Com o átomo

地震  津波  放射

Nippon
   tremula assim tua bandeira
Sol, Mar, Terra
Hasteada em memória retroversa
Imperando irradiantemente mortal
   teu Sol Nascente.

10 de mar. de 2011

Rosto

Rosto
...uma máscara
fruto da sorte...
...uma carapaça
fulcro da trapaça...

 
Rostrum

Atávico anátema ou benfazejo

das agruras & doçuras

do corpo inteiro...

“Corpus vivendis”.

Rosto

enrosco de nada & carne.

Remoinho remoído remoente

que inquieta & remansa:

-Minha cara!


Rosto meu

Uma tal rota

traçada na interface de um mapa espelhado

face a face

no espelho interdito

dos ditos da cara.


Carântula Mascara!

Esse emaranhado

com ranhuras, distensões & cicatrizes,

Tudo moldado em cima

da símia herança

que é o esqueleton do crânio

Óssea caída de Pandora

de ressonância pessoal.


 Meu rosto

é o lótus & o lamaçal

O broto que se abre aqui

vindo de algures interdimencionais

direto para meu tempo presente,

Aflorar brotoejo como cara,

pra todo mundo ver...
 


Isto é o meu “cara à cara”

com o agora,

Minha “cara à tapa”

para a realidade encouraçar,

A “fronte à cuspe”

donde escorre & destila a seiva

dessa madeira-de-lei:

Cara de pau!



Meu rosto

é o final do repuxo

de um nexion

onde não cresce limo.

Mas meu rosto

é depredado & nodoso

Pela vergonha própria

Pelo desprezo alheio

Pelas desculpas recorrentes

Pelas bênçãos necessárias

Pelos sorrisos desusados

& os socos recebidos & os sarros aparados

os anseios infligidos, os desejos reprimidos

os muros erguidos, os gritos sufocados

os choros guardados, o suor escorrido,

Tempestades isoladas & surpresas insuperáveis...




E é com isso,
Esse rosto

essa máscara

Essa cara

esse monólito

Essa face

esse contraste

Pau pra toda obra

Com que vou encarando

à tudo & à todos...


(Peço então continuem

não me olhando nos olhos!

Peço que continuem

me jogando verdades na cara!

Peço que desviem & riam & refugam...

‘Desprezar antes de ser desprezado...

ou devoradas com os olhos!’

Pois eu também repugno

esses encontros do acaso...

E eu sei,

olhando na cara de quem

eu realmente amo,

Que nem o tempo

ou nada na face da terra

Muda meus sentimentos

por ‘aquele rosto lindo’

Que comigo

adentra nos tempos...

moitas de espinhos...)


Esse meu rosto

essa minha cara

essa minha face

É tudo que dou

para o mundo enojar-se!

Esse meu resto

essa minha tara

essa minha praxe

É tudo que tenho

para ao mundo embelezar!


4 de mar. de 2011

Para antes do carnaval e durante...

"Eu tinha visto coisas demais suspeitas para estar feliz. Eu sabia demais e não sabia o suficiente. O que é pior é que a gente fica pensando como que no dia seguinte vai encontrar força suficiente para continuar a fazer o que fizemos na véspera e já há tanto tempo, onde é que encontraremos força para essas providências imbecis, esses mil projetos que não levam a nada, essas tentativas de sair da opressiva necessidade, tentativas que sempre abortam, e todas elas para que a gente se convença uma vez mais que o destino é invencível, que é preciso cair bem embaixo da muralha, toda noite, com a angústia desse dia seguinte, sempre mais precário, mais sórdido. É a idade também que está chegando talvez, a traidora, e nos ameaça com o pior. Já não temos música dentro de nós para fazer a vida dançar, é isso. Toda a juventude já foi morrer no fim do mundo no silêncio de verdade. E aonde ir lá fora, pergunto a vocês, quando não temos mais em nós a soma suficiente de delírio? A verdade é uma agonia que não acaba. A verdade deste mundo é a morte. É preciso escolher, morrer ou mentir".

Louis-Ferdinand Céline

-Até depois do carnaval pessoal...

1 de mar. de 2011

Sendas paralelas: Ankhibasie

“A arte tem relâmpagos inexplicáveis”
                                                                                Laci Osório


4.16 – Anquibasia

(Texto de “Heráclito e seu (dis)curso” (pp.101/102) de Donaldo Schüler – L&PM)

     Concluamos com uma palavra em situação dicionária, por onde poderíamos ter começado.

Anquibasia (B 122)

     A palavra é parcialmente dicionária, porque no momento que é atribuída a Heráclito, ela sai do dicionário e entra num contexto produtivo. Quem a registra é Suídas, um lexicógrafo tardio de quem se ignoram dados biográficos e que deixou um Lexikón, espécie de dicionário enciclopédico com mais de trinta mil artigos que, embora não obedeça a critério rigoroso, contém informações preciosas do mundo antigo. Ankhibasie é uma palavra rara. Como não está excluído que tenha sido criada por Heráclito, resolvemos recriá-la em português, anquibasia. Qualquer tradução - e há várias – lhe rouba as multissignificativas sugestões. Ankhi (próximo) é um advérbio poético que unido a basie, derivado de baino (andar), significa aproximação, o andar na proximidade de. O léxico de Suídas sugere, entretanto, que ankhibasie tenha sido criada para substituir amphibasie (separação, desacordo, discussão, contestação).

     Anquibasia leva-nos a território heraclitiano: convergir para divergir, aproximar-se para contestar. Heráclito freqüenta filósofos, poetas, sacerdotes, devotos, oradores, políticos... Onde quer que haja discurso está Heráclito, certo de que convergências e divergências afastam e aproximam do Discurso. Como discorrer sem andar na vizinhança do Discurso? Quem pensa anda próximo, tem certa intimidade com os que pensam e com coisas sobre as quais se pensa. A hostilidade faz parte da intimidade. Quem esbraveja mostra-se insatisfeito com o que lhe é próximo: outros, ele próprio, todos, tudo. A anquibasia transcorre entre o alcançar e o ser retido.

22 de fev. de 2011

Considerações Contemporâneas 1


República da Sempre Crescente Mediocridade




Domingo midiático. O país assiste à despedida inanunciável do grande gênio da raça brasileira de sua importantíssima profissão. o fenômeno Ronaldo Nazário dependura suas chuteiras: a audiência explode em ovação!

O gênio da raça, sucumbido pela revolta popular daquilo que melhor representa a civilização brasileira, a agremiação, a torcida louca-máxima do grande expoente da cultura nacional: o futebol – a audiência enlouquece e clama por gols... por títulos, por copas do mundo... e todos os demais negócios sujos e encobertos pelas paixões enrustidas de todas as torcidas mundo afora... os reich de cada cidade!

Toda tecnologia midiática é voltada para o grande gênio da raça expor seus sinceros e profundos motivos para abandonar os campos, arrancando dó, lágrimas e saudosismos imediatos da audiência que baba fenomenalmente sob um discurso nababesco nas salas de suas casas e nos estádios de futebol tarde afora. E o timão vence mais uma partida depositada agora no altar de imolação em homenagem ao gênio fenomenal da raça rumo à aposentadoria.

Entremeio à uma louvação e outra e mais outra, um programa de TV e outro e mais outro, a mediocridade de toda uma nação e toda sua estupidez é escancarada no desfile pela passarela midiática, por entre imensos sorrisos de uma felicidade fenomenal boiando por entre bordões bombados que vai divertindo todo o povo brasileiro, do morro aos confins da internet: uma esquentada apologia à alegria da pobreza geral.

No mundo: estranhas revoluções populares convulsionam o “mundo árabe” dando a tônica nos noticiários que falam mais do gênio da raça aposentado – a liberdade desaba sobre as ditaduras da África...

No Brasil: a policia de Belo Horizonte massacra civis depois de não receber propina dos traficantes de droga - a liberdade desaba sobre os súditos das ditaduras da impunidade...

E no mundo: um terremoto agora devasta a ilha de uma nação branca e rica, a liberdade desaba no Haiti e na nova Zelândia...

Mas no Brasil: o chão treme, o grande framengo é sagrado judicialmente como o maior, o insuperável, o hipersupermega campeão do futebol nacional, e vai ter festa especial - a felicidade não pára de desabar sobre esse povo privilegiado de uma terra onde não há terremotos...

E o carnaval se aproxima enquanto o niilismo máximo do Big Brother Brasil 11 arrebata a atenção e as forças psicológicas e intelectuais de todas as mentes parcamente instruídas por anos e anos de novelas e pregações de pastores midiáticos noite adentro expondo assim o conflito final da raça, escondido que sempre esteve por debaixo dos índices de audiência concernentes ao valor do minuto/dollar da propaganda no horário nobre: sucumbimos à imbecilidade plena, em nome da liberdade advinda graças ao progresso e a ordem que há de continuar escondendo com discursos inteligentes e desavergonhados – já que tudo sempre esteve perdido mesmo – sublevando e varrendo pra debaixo do tapete verde dos campos de futebol todos os crimes da autodeterminação da banalidade pela qual nosso povo optou.


17 de fev. de 2011

ÜberUber...


Ver além da visão
A cidadealém do olhar,

Onde a visão é um desnudar

E o instante

dádiva da aparência

Que nunca mais aparecerá...


A cidade

além da cidade

É a construção da idade que está,

O Tempo

O Espaço

O Lugar

&

O Observador

Convergem nesse enxergar...


-ÜberUber... - Meu olhar sobre a cidade:
http://www.uberuberlandia.blogspot.com/


11 de fev. de 2011

Esse Seu Sempre em Mim


De novo
   à propósito deste mesmo “sempre”
Todos meus encontros com você
   se tornam poesia.
E mesmo
   nesse despropósito de um “nunca mais”
      entre “você & eu”,
Esses são os únicos poemas
   que eu escrevo com meu sangue
      e com um pouco deste vasto resto
         do que me resta de você em mim:
-O turbilhão de sentimentos de uma paixão!

...e me reencontrei com você hoje
   em um desses alvoroços
       do mais puro acaso;
...me reencontrei com você,
   e da eterna ferida aberta que cultivo
      jorrou o sangue
         com o qual escrevo essas linhas;
...letras que são rasgos em minha carne,
...frases que são cortes em minha alma,
...expressões de carinhos de espinhos
   que deposito nesse meu coração
      que nunca irá esquecer
         o que foi você para mim...

Não conquisto
   exaustão nenhuma
      no anelo de assim me machucar.
Adoro essa dor! - Vêm de você!
Não secreto
   antídoto nenhum
      no zelo de assim me envenenar.
Amor esse morrer! - Vêm de você!

Adoço essa doença única
   que gela meu corpo todo
      e acelera meu coração
   que rubra todo meu rosto
      e lascera meu pendão,
E faz emergir
   do vazio fundo que você em mim deixou
      toda essa estranheza que tem seu nome:
                                     “L.”

     
E no centro alucinante do turbilhão,
Giro lúcido acusado pela reverberação
   desse refrão que retorna
      sempre quando você retorna;
O qual ouço com o tremor de minha carne,
   O qual leio com o trincar dos meus ossos,
      O qual repito com o temor de minha carência:

“- Eu Aprendi a Amar Com Você! -”

Por isso
     é
        &
           será
                   sempre assim...




Uberlândia, 10 de Fevereiro de 2011 - 09:50 h.


4 de fev. de 2011

Amor Fati


 
     Amor Fati é uma expressão latina cuja tradução livre seria "amor ao fado", "amor ao destino". O significado da expressão varia conforme o entendimento dos termos fado e amor.

     Para Nietzsche, "amor fati" é amar ao inevitável, amar o destino, amar o justo e o injusto, o próprio amor e o desamor. Ou seja,"ser, antes de tudo, um forte", sem se reclamar da vida, sendo indiferente ao sofrimento. Uma retomada do antigo pensamento grego dos filósofos estóicos.

      O Amor fati foi usado por Nietzche para representar a "fórmula para a grandeza do homem" e que significa:

"Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro,
nem no passado, nem por toda a eternidade.
Não só suportar o que é necessário, mas amá-lo".

      O termo aparece varias vezes em "A Gaia Ciencia", mas é neste trecho em particular citada de forma mais clara:

"Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo
que é necessário nas coisas: - assim me tornarei um
daqueles que fazem belas as coisas”.
"Amor fati (amor ao destino): seja este, doravante, o meu amor.
" Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar,
não quero nem mesmo acusar os acusadores.
Que minha única negação seja ‘desviar o olhar’!
E, tudo somado e em suma: quero ser, algum
dia apenas alguém que diz sim."

10 de jan. de 2011

Felicidade



Certas coisas insistem em querer me dizer que no passado existiu a felicidade...
Certas coisas insistem em me dizer: a felicidade já esteve por aqui...
Nessas paragens dos mandriões insuperáveis
   coisas sim, coisas não, apontam para o passado,
      & de lá clamam que a felicidade existia...


Eu reviro fotografias amareladas pela luz dos tempos em que elas ficaram escondidas,
   no escuro dos fundos das gavetas de armários criadouros de mofo;
Eu as vejo, eu ouço o silêncio daqueles mortos, daqueles idos,
   daqueles que agora estão indo,
Eu reparo na imobilidade silenciosa do segredo mudo que eles guardam,
   como fuga do passado - os que não pereceram fugiram para o agora -
E agora eles guardam o segredos de suas magoas, de seus não mal resolvidos,
   dos seus sim arrependidos, do seus nuncas que nunca permaneceram...
Eu revivo esses arquivos mortos e moribundos do passado
      e não ouço deles saudades do futuro, não sinto inveja deles - mentira -

Certas coisas insistem em não querer me dizer toda verdade,
Que a felicidade está sempre sendo perseguida,
   clamando por ser encontrada
      ela indecentemente se esconde diante dos nossos pudores
Nossos clamorosos pudores de tempo & espaço,
Nossos pudores não revelados de ressentimento
   do tempo & do espaço,

Inocentes são de nossas derrotas eternizadas na progressão das fotografias,
Perdemos-nos para a vida, nos ganhamos a morte,
Ganhamos-nos tempo e perdemos tanto
Perdemos como quem joga sementes em campos de pedras,
Nós perdemos na medida em que não sabemos perder...

Certas coisas insistem em querer me dizer que no passado existiu a felicidade...

Existia como sossego
- mas os anjos não nos contaram que qualquer sossego sempre acaba;
Existia como simplicidade
- mas não aprendemos com ela
   e não a guardamos para horas que as complicações florescessem;
Existia como infância
-mas dos mais ledos enganos, o engano da infância é o maior
   porque ela só acaba para quem criança deixa de ser;

Existia a felicidade como uma quase solidão,
   a felicidade existia como uma pré-dispersão,
...e nossos bisavós e nossos avós e nossos pais
    preferiram o ataque ao cerne do fascínio do progresso lúgubre do concreto
      do que a resignação nas imediações das charnecas prodigiosas de seus quintais...


A felicidade se afasta de nosso mundo na medida em que os quintais são cimentados...
A felicidade desiste de nós cada vez que um motivo próprio para nascer
   é superado por um motivo alheio para morrer...
A felicidade está cada vez mais distante
   cada vez que distante no passado acreditamos que ela existiu...
Essa mentira é o controle que aterra os quintais, que desmembra as quinta,
   que embrutece o rústico e suaviza a dor de se querer o que está diante dos olhos!

8 de jan. de 2011

Quando um Raio Atinge um Beija-Flor

A ACELERAÇÃO DO BEIJA-FLOR PARA TRANSMUTAR NOSSOS TEMPOS

"Contem às pessoas que os beija flores e a senda do raio estão chegando ", disse Dawn Eagle Woman, amiga de alma de Foster Perry e curadores do Wyoming. Ele lhe perguntou: "O que é a medicina do beíjaflor? ", e ela lhe respondeu: 'A consciência das trevas fez a luz, a alegria que ilude a humanidade. É a história de como abandonar a vestimenta do tempo em êxtase".

Quando um raio atinge um beija-flor é a experiência de Foster Perry às margens do Tempo do Sonho, onde zonas de realidade paralela se misturam à vida diária. Exatamente como as asas do beija-flor se tornam diáfanas quando paira no ar para sugar o néctar das flores, a excitante viagem de Foster, contada neste livro, leva o leitor a sentir sua falta de solidez. Lê-la simplesmente nos ajuda a ter acesso à alta vibração do vôo do beija-flor.

A introdução, realizada por Foster, desta intensa oscilação em nosso tempo, anuncia a reemergência de um ensinamento muito antigo da sabedoria maia. Segundo meus mestres maias, a medicina do beija-flor retornará nesta era e será uma fonte essencial de cura masculina no fim do século XX. No final do Grande Ciclo Maia que completa o Quarto Mundo – os vinte anos que vão de aproximadamente 1993 até 2012 –, a vibração de nosso planeta se intensificará até atingir o nível de freqüência de um beija-flor. Esses dias constituirão um tempo de aceleração da consciência pessoal em meio a uma rápida oscilação planetária. Sentiremos nosso vazio interior e penetraremos na solidez e na densidade que nos impede de vibrar em um nível mais espiritual. Então, se não estivermos presos às sólidas definições do eu, seremos capazes de imaginar "como abandonar a vestimenta do tempo em êxtase".

A densidade resultante de padrões patriarcais não torna essa mais rápida oscilação energética, fácil de ser assimilada por nós durante esse ciclo. Foster nos lembra que os beija-flores vêm até nós quando alcançamos o ponto em que não podemos mais participar da densidade. Nesse momento crucial, diz ele, o primeiro caminho para os homens é o desmembramento. Esse é o caminho que a maioria dos homens recusa. E, assim, os maias e muitos povos indígenas vêm avisando que essa aceleração pessoal é nossa única salvação possível no final deste ciclo particular, porque o planeta acelerará, quer nos aceleremos ou não. Temos de nos lembrar de como nos adaptar ao campo de energia natural da Terra. Essa incrustação do patriarcado cria grande resistência e medo em nosso lado masculino, em relação à sua liberação e dissolução. Esse tipo de dissolução é bastante feminina e necessita da liberação das obses¬sões com controle pessoal. Assim é que o rápido movimento das asas do beija-flor ao sugar o néctar é o modelo ideal da aceleração masculina nestes tempos. É por isso que os maias escolheram essa imagem milhares de anos atrás como a ideal para a evolução masculina no final do Quarto Mundo.

A única maneira de podermos existir, diante da crise ecológica planetária que compromete nosso sistema imunológico, agora que o planeta não consegue mais absorver nenhum abuso, é ressuscitar e encamar nossos próprios poderes naturais, de cura. Uma vez que tenhamos nos curado, seremos capazes de começar a curar a dor maior da Terra. Precisamos encontrar um modo de tratar os prejuízos causados por muitas gerações que perderam a conexão com o coração planetário. Precisamos nos apaixonar novamente por nosso lar. Foster é um apaixonado que nos ensina a cura interior. É o próprio exemplo de como viverem arrebatada comunhão, existindo apenas para sentir a verdadeira beleza, momento a momento, em nosso planeta. Viver de um modo diferente deste cria a doença e nos leva ao Impasse atual.

De acordo com crenças esotéricas maias muito antigas, Alcyone é a estrela central do sistema estelar das Plêiades, e o nosso Sol é a estrela mais externa deste sistema. O Grande Ciclo Mala é um calendário que delineia a órbita de vinte e seis mil anos de nosso Sol e de nosso sistema solar ao redor de Alcyone. Segundo as mais recentes descobertas da astronomia, nosso Sol está se movendo para um "cinturão fotônico", ou cinturão de partículas de luz. Quanto mais penetramos nesse cinturão fotônico, parece que estamos nos movendo para a Era da Luz descrita em muitas profecias antigas, bem como pelos maias. Minha mais recente teoria sobre o cinturão fotônico, que combina ciência, astrologia, fontes esotéricas e informações secretas a mim fornecidas por povos indígenas, é a de que ciclicamente viajamos através deste cinturão de luz por dois mil anos e, depois, viajamos fora dele por cerca de onze mil anos.

Devido ao fato de Alcyone se encontrar no centro das Plêiades, expõe-se eternamente a esse campo de luz. Quando nosso sistema solar se movimenta através deste cinturão, há sempre uma comunhão completa com Alcyone e todo o sistema das Plêiades, o que promove uma grande aceleração em nosso sistema solar e, conseqüentemente, na Terra. Embora não compreendamos ainda como esse aumento na quantidade de fótons nos influencia, está se tornando óbvio que a aceleração de nossa consciência pode se tornar uma necessidade de sobrevivência. Essa nova forma de aumento de luz parece estar mudando nossos corpos, nossas emoções, mentes e almas. O livro de Foster Perry contém as chaves principais para que, intencionalmente, mudemos a nós mesmos, enquanto penetramos, cada vez mais profundamente, neste cinturão fotônico.

Tenho a intuição de que quando nos encontramos no cinturão fotônico, estamos em comunhão com Alcyone, que, então, nos coloca em conexão com toda a galáxia. Quando nos encontramos fora do cinturão, como vem acontecendo desde 9.000 a.C., não estamos, por assim dizer, "ligados" aos campos de energia galática ou cósmica. Segundo o xamã maia e guardião do dia Hunbatz Men, o centro da Via Láctea é nossa fonte, nosso criador. Essa poderosa fonte, que precisa vibrar muito rapidamente, é a nós acessível apenas por meio dos sentimentos, e muitas pessoas parecem sentir isso. Elas estão sempre limpando campos negativos e bloqueios emocionais do corpo tão rápida e completamente quanto lhes é possível nestes tempos. Muitas sentem que nossos padrões habituais de sentimentos densos, lentos e teimosos poderiam ser perigosos nos anos vindouros. Tenho certeza de que esses bloqueios são a fonte de todas as doenças. Da mesma forma que somos capazes de ter uma visão mística, seremos capazes de sentir nossa conexão com aquela grande fonte central apenas se os nossos sentimentos forem puros. A límpida intenção proveniente de um coração puro terminará sendo a base do próximo estágio de nossa evolução.

Precisamos purificar esses sentimentos negativos agora ou nos tornaremos fracos e disfuncionais no meio da freqüência de alta oscilação do cinturão fotônico. Podemos nos acelerar através da vibração em uma freqüência mais alta, e a verdadeira chave para isso é o som, de que tratarei adiante. Foster nos presenteia generosamente, mostrando como foi tocado pelo raio que acelerou sua freqüência, fazendo-o vibrar como um beija-flor. Foster diz que os homens precisam se tornar impregnados de sol divino, rendendo-se ao seu lado feminino. Hunbatz Men ensina também a mesma idéia.

Quando as mulheres dão à luz, experimentam em seu corpo a aceleração da alma da criança quando esta entra neste mundo. Nosso lado feminino do eu conhece muito bem este flash de luz multidimensional. As mulheres souberam também, por muito tempo, que os homens perderam a memória de como acelerar a própria vibração. Essa perda nos entristeceu, pois criou violência e fealdade culturais responsáveis pelo afastamento da energia feminina, que está esperando por tempos melhores. Uma vez que esta é uma habilidade que será necessária à sobrevivência nessa próxima fase do ciclo do nosso Sol, eu sei que os homens estão muito temerosos em relação ao futuro. Como mulher, procurei um professor masculino que pudesse instruir os homens a respeito dessa aceleração de freqüência, e Foster Perry é esse professor. Quando a Terra e o Sol viajaram pela última vez através deste cinturão fotônico, cerca de 11.000 a.0 a 9.000 a.C, a Terra passou por uma mini-Idade do Gelo. Registros geológicos indicam que, durante os ciclos anteriores de viagens da Terra pelo cinturão fotônico, houve grandes mudanças climáticas e até mudanças de pólos, bem como idas e vindas de várias espécies. As mulheres que aqui nascem têm memória celular de muitas jornadas neste planeta em milhões de formas diferentes. Os homens precisam urgentemente se lembrar de seu lado feminino interior, para que possam também ter acesso a esses registros celulares.

Como pessoa do sexo feminino vivendo nestes tempos, também fico surpresa com o fato de meu lado masculino estar sempre lutando para controlar. Na eminência de uma mudança maciça, ele luta para manter a realidade como sempre foi. É nesta resistência firme que os saltos evolutivos são esquecidos e o êxtase inerente ao caos não é impresso. O impulso para se ter sempre vida em vez de morte, estabilidade em vez de mudança, nos faz medrosos, ao invés de corajosos, nestes tempos críticos de salto evolutivo. Assim, abortamos a linha da experiência, em vez de descobrirmos como passar para um novo nível.


O centro da Terra encontra-se totalmente protegido, enquanto temos nossas experiências na superfície. Como Foster coloca: "No centro da Terra há um silêncio que pode conter tudo. É composto por todos os nossos sentimentos, histórias e memórias". Finalmente chegamos ao glorioso momento nos ciclos em que nosso lado masculino também imprimirá esta verdade. No entanto é nosso lado masculino que contém a energia da Terra, pela criação da linguagem, e ocultos nela estão os códigos sonoros da impressão criativa multidimensional.

Como xamã, Foster tornou-se mestre numa antiga ciência egípcia chamada Ren, que envolve o uso do nome da pessoa para descobrir um aspecto de sua alma. Segundo este ensinamento, nosso Eu da quinta dimensão, nossa alma, que está além da dualidade e da forma, é transportada em nosso nome nesta dimensão. Vida após vida, a identidade de nossa alma renasce através do som de nossos nomes. Quando Foster cura, trabalha com a vibração do nome por meio do som, cantando uma canção do nome da pessoa. Essa canção é a expressão sonora de nosso ser desde a fonte, e uma vez ouvido, o som chama nossa alma direto para esta dimensão, e começamos a vibrar na mesma taxa de freqüência de nossa alma. Este método de aceleração da memória é uma alusão à alteração do som universal, que ocorrerá quando nosso sistema solar estiver completamente dentro do cinturão fotônico. E isso se dará no final de 2012, o término do calendário Maia.


Do prefácio ao livro "Quando um Raio Atinge um Beija-Flor" de Foster Perry.

3 de jan. de 2011

RetroEspectativas

Retro 2010 expectativas 2011


2010
Um ano para se lembrar e agradecer,
promessas de novidades para a próxima década.

20
10
11
...
Diversos ‘adeuses’,


Muitos ‘olás’!
 

 Aparei grossas arestas,


com a Força da Serena Luz!


Que possamos todos
preparar uma década de Felicidade
com a energia de Amigos antigos e novos
que vieram acrescentar Beleza ao caminho...


Nascer & renascer sempre,
Ser...

 
Neste sereno recanto com seus cantos cheios de encantos,
que é onde sempre estou,
e onde o dia sempre renasce!


Para todos desejo feliz Ano Novo!
Um Excelente 2011!