Me disseram que tem coisa que só mulher sente...
algo tentando te fazer ovo...
ao avesso...
na bolha, no olho, no oco,
um soco no vazio da mente,
nada novo nas trocas que fazemos...
Hamlet, Homenlet, Womenlet, Omelete
Não-ser ou Ser?!
Eis a questão!
me disseram...
não convém
mostrar que teu prazer
pode ser o prazer de outrem também!
Para se fazer omeletes... a questão é
Ser ou não ser!
Ovo... bolha... oco...
Deixe ovazio vazar
Somo cheiodemais pra encaixar
então pouca cousa...
Pois fêmea é a carne
& o resto é osso!
11 de jan. de 2018
10 de jan. de 2018
Destrabalho
Atravessamos as horas
com a sonolência da ignorância
que confia no amanhecer;
Esperamos a vaga
que justifique essa falta
de necessitar sobreviver;
As seis da manhã, o vento acorda
soprando o azul & o rosa
sobre nossas cabeças cheias de contas,
Um acalanto engano
aos olhos que enchem as filas
& as conduções superlotadas;
O dia, Senhor dos escravos
revela as falácias
da agonia que se desenrola,
O homem acorda & quer o pão
mas também matará pela carne
mesmo que seja a sua própria;
Ainda que haja caridade
ela é só condolências
por sermos pobres;
O vexame do desemprego
no reboliço do enxame das multidões estéreis
ensurdece a alma cidadã rasa,
Trabalhar é encher as panelas de lixo
manter as massas preocupadas
& os parasitas em festa;
Só gostaria
de não ter que trabalhar para o homem
não trabalhar para a fera,
Calar a minha boca pela fome própria
& vender meu tempo
ao silêncio interior... que cria,
Fazer um pacto social com a madrugada
& deixar carecer mão de obra
que é a matéria-prima da desgraça,
Dar meu corpo às revoltas mais sutis
que impeçam a aurora da fera
todo dia acontecer...
Mas as massas que recebem dinheiro por seu tempo
desconhecem que o melhor do suor
é o ócio!
com a sonolência da ignorância
que confia no amanhecer;
Esperamos a vaga
que justifique essa falta
de necessitar sobreviver;
As seis da manhã, o vento acorda
soprando o azul & o rosa
sobre nossas cabeças cheias de contas,
Um acalanto engano
aos olhos que enchem as filas
& as conduções superlotadas;
O dia, Senhor dos escravos
revela as falácias
da agonia que se desenrola,
O homem acorda & quer o pão
mas também matará pela carne
mesmo que seja a sua própria;
Ainda que haja caridade
ela é só condolências
por sermos pobres;
O vexame do desemprego
no reboliço do enxame das multidões estéreis
ensurdece a alma cidadã rasa,
Trabalhar é encher as panelas de lixo
manter as massas preocupadas
& os parasitas em festa;
Só gostaria
de não ter que trabalhar para o homem
não trabalhar para a fera,
Calar a minha boca pela fome própria
& vender meu tempo
ao silêncio interior... que cria,
Fazer um pacto social com a madrugada
& deixar carecer mão de obra
que é a matéria-prima da desgraça,
Dar meu corpo às revoltas mais sutis
que impeçam a aurora da fera
todo dia acontecer...
Mas as massas que recebem dinheiro por seu tempo
desconhecem que o melhor do suor
é o ócio!
9 de jan. de 2018
Prajnaparamita Flashback
Tua fala sânscriptica
depura estados hipnagógicos
auto-inflingidos na língua
Ígnea... phalêia...
Em luz αnalógica
dança oculta sobre a lápide...
Virgem de ácido
viagem........epinoia
Sombrassombra sonhos
onde não consigo
................contigo me encaixar
badtrips consumadas
pelo espaço-tempo...
depura estados hipnagógicos
auto-inflingidos na língua
Ígnea... phalêia...
Em luz αnalógica
dança oculta sobre a lápide...
Virgem de ácido
viagem........epinoia
Sombrassombra sonhos
onde não consigo
................contigo me encaixar
badtrips consumadas
pelo espaço-tempo...
8 de jan. de 2018
Pomar das Romãs: Intradução
Pelas teias
de Ariana
o
caminho secreto da
obsessão...
Eis as
Lâminas Alphadançantes ao
Canto do Bode
pressagiam
dionisíaco hipersentimentos em
trânsfugas...
Instantâneos de
um baile da
Linguagem
rompante
rumo ao ômega
do dito...
São feitiços-dizeres da
força de uma
vontade
que
materializar-se-ão...
& voa
o abutre &
tece a aranha
o
sentido que escolheu
escorrer...
aw
- Amor... & sua ausência, eis aqui a
questão... o interdito, não sabido, ou esquecido!
O amor é uma teia de aranha que escorre no
labirinto das paixões & maldições, labirinto de fogo, labirinto de nada
& caos...
Como falar do amor? Como defender a guerra?
Como justificar a ignominia?
As atrocidades deste sentimento, &
pior, de suas cegueiras... Ele que tem tudo a ver com som, pois o amor é uma
música, um ruído, um hino, na boca da morte & da vida... Canto de sereia
que arrebenta arrebata a almanau...
Vultur idealizou o amor, o cortejou, mas um
amor direcionado a uma única pessoa, seu Alpha & Ômega... Primeiro era
nada, depois caos... Primeiro foi paixão, à sexta vista, até descobrir a
raridade do que estava explicito... depois se tornou obsessão, profunda
obsessão, & sendo algo platônico ele teve que a matar em seus sonhos, para
tentar se livrar de uma agonia irreal constante... Porém antes disso ele tentou
ordenar o caos...
Erigiu de pensamentos outros, que ouvira
falar, de um tal amor dionisíaco, o amor do inferno então, de Hades por
Perséfone, amor do Submundo, da Morada dos Mortos, pois assim é o amor sem o
objeto amado em si, aprisionada por vontade própria sob a custódia de seis
favos de romã...
Então idealizou o ‘Amor como Transparência’.
A ideia é simples, cada amante é uma placa transparente, que se co-penetram em
suas cores diferentes, formando a projeção holográfica do caso, sobrepostos,
nada sobre nada, o amor que alcançou a nadificação do êxtase...
Do Amor, Teogonia e Teoria estão prontos,
Mito e Filosofia, aguarda o Vultur agora a Práxis desse amor, a tecedeira do
seu labirinto, a aranha primordial que vem do futuro que sonhou para si &
para ela...
Enquanto isso não se concretiza
pneumaticamente, o Vultur lança seus feitiços-indigestivos na trilha da
reverberância da linguagem que é a comunicação, que senão a mensagem, então a
vibração, há de alcançar Ariana, empurrando cada dobra do universo para
reformar o passado em que enfim estarão juntos.
Há de se destruir então o jardim, &
invadir o pomar... de Hades, como Perséfone o fez...
Plenas, as teias que formam toda uma galáxia
de sentimentos, palco da saga desse amor, é sagrado na ação de uma mito-poiésis
que urdirá desde o inconsciente, uma nova real-idade!
Pomar das Romãs
“Pomar
das Romãs” é uma rápida visita à micro-obra “@ Romã – Um livro analógico de ditos de amor”, de Novembro de 2016,
acoplando os ditos analógicos à inspiração Vultur, para dar impulso ao grande
feitiço de amor entre o Vultur & Ariana e acordar o amor dionisíaco que o Vultur
quer afirmar: Transparência.
Assim para a surpresa do autor, ao começar
em certa manhã chuvosa de Janeiro a compor essa micro-obra, eis que foram se
concatenando sincronisticamente do futuro os pontos de rompimentos que
desejavam emergir, vir à tona, se apresentarem para dar sentido inconsciente ao
conteúdo deste libelo.
O texto Vultur parte, depois de uma
introdução que visa situar o dissonante (Intradução),
do mundo quadridimencional (O Jardim
Octagonal), onde o mal finalmente fora instalado como parte da consciência,
e alcança o ponto de rompimento com todas as formas e sentimentos mundanas (Encontro/Partida: Romper) onde o Vultur
e sua Shakti Ariana encontram em si, nas significâncias do pensamentos e da
poesia, seu verdadeiro mundo, e fundam o seu próprio pomar para além de
desertos e jardins (A Fundação do Pomar).
Em tais estâncias enfim encontram rotos sentidos para velhos termos, e o principal
é a tranfinição de Amor-Fati, que não é mais circular, mas espiral, sendo Amorfrater, amor afetuoso, sem o feto do
amor, base para o corpo-sem-orgão da consumação entre o Vultur e Ariana, que
traz reverberâncias da gilânia, sentido qual deve pairar na relação humana
entre macho e fêmea.
Toda essa epopeia de sentidos e dessentidos
é coberta em parcos 5 pseudo-capítulos, que são capitulações ao verdadeiro
sentido das coisas engendrado pelo Vultur onde os “ditos” tornam-se
“des-ditos”, ou seja Dis-Curso: Analogions!
7 de jan. de 2018
Saudade do Nunca
Às vezes
eu nem acredito que estou aqui,
É tudo tão irreal
a paisagem, os sons, o momento,
minha própria presença...
Tudo se estende
em um contínuo
de fome & insatisfação
cujo fundo é a saudade do nunca...
Reverberâncias
do caos & do nada
na coisa oca do ser
coração/útero dos devires...
É disto que se urde a urgência
de reinterpretar todo o mundo...
Atuar
aturar...
eu nem acredito que estou aqui,
É tudo tão irreal
a paisagem, os sons, o momento,
minha própria presença...
Tudo se estende
em um contínuo
de fome & insatisfação
cujo fundo é a saudade do nunca...
Reverberâncias
do caos & do nada
na coisa oca do ser
coração/útero dos devires...
É disto que se urde a urgência
de reinterpretar todo o mundo...
Atuar
aturar...
6 de jan. de 2018
Dispare Tempo
Que'o Tempo diz: Pare!
Eu ouvia, senti
& o Espaço
ficou estranho
Qu'eu não reconhecia
meus passos
Chegando até à Flor...
Era o Sol, a Estrela que nascia!
"Eis que aqui (amor), o tempo se transforma em espaço..."
& demos uma volta em torno da estrela
desde então...
Eu ouvia, senti
& o Espaço
ficou estranho
Qu'eu não reconhecia
meus passos
Chegando até à Flor...
Era o Sol, a Estrela que nascia!
"Eis que aqui (amor), o tempo se transforma em espaço..."
& demos uma volta em torno da estrela
desde então...
5 de jan. de 2018
Ovo da Sermente
Qual o nome disso que te dói demais, & também em mim,
Escondido debaixo dos entorpecentes da vida?
Acaso se chama a/mor ou re/mor/so
acaso se chama per/da ou per/dão
acaso clama atenção
ou grita pelo silêncio do julgo...
Qual o grito que tu sangras
até todo sol se por,
Que deita em nós deleite de em solidão estar melhor?
Falácia da falência de ser total...
O que esconde amargo
com os lábios que sorriem
& só falas alto
pela boca dos outros,
Carnes e nus alheios...
Nossas perdas que só a inconsciência sabe,
a dor indecente de não poder voltar atrás
& escolher não mais amar, mas defender os erros,
Que toda fábula de um romance nos levou até o limite da honestidade...
Não é a experiência
& tão pouco a inocência que agora expressa com as char/ges
ou com o char/me,
É o grito de todo o corpo
que se quer completo & divido
com a conjunção que lhe tira & acrescenta!
Escondido debaixo dos entorpecentes da vida?
Acaso se chama a/mor ou re/mor/so
acaso se chama per/da ou per/dão
acaso clama atenção
ou grita pelo silêncio do julgo...
Qual o grito que tu sangras
até todo sol se por,
Que deita em nós deleite de em solidão estar melhor?
Falácia da falência de ser total...
O que esconde amargo
com os lábios que sorriem
& só falas alto
pela boca dos outros,
Carnes e nus alheios...
Nossas perdas que só a inconsciência sabe,
a dor indecente de não poder voltar atrás
& escolher não mais amar, mas defender os erros,
Que toda fábula de um romance nos levou até o limite da honestidade...
Não é a experiência
& tão pouco a inocência que agora expressa com as char/ges
ou com o char/me,
É o grito de todo o corpo
que se quer completo & divido
com a conjunção que lhe tira & acrescenta!
4 de jan. de 2018
Aroeira
No
circulo que giro
aro aéreo do tempo-estrada interior
eira & beira na qual me afirmo
recosto a memória & sei de onde
vim,
Em
um ponto original
há esse tronco, árvore viva
Família,
que se alastra
em raízes & frutos & sementes...
Agora
vejo, mirando o relicário
da flor da aroeira, a luminosa história
que se se repete, no esteio são de nossos
lares
Pais
& mães completando a volta
Vergando
o aro-arco
das parábolas-mitos internos das nossas
existências
dentro dos quais vivemos esses mistérios
de ser...
A
repetição da canção
que nos leva a dançar como bailamos
&
agora as origens emergem explicitas
Do
refrão que se repete & é
o mais profundo tom da partitura-casa: Avós!
Auoa,
aviola,
aves, árvores,
rocha, rochedos...
Oitavos
acima de todo toque
Pedras
magnéticas solares
que nos atraem para sua órbita
&
juntos constelamos um novo começo
dentro da mesma história
que nos diz quem somos....
&
assim como Deus
que é Avô & não Pai
damos aos nossos pais a ascensão divinal
da benção & do respeito
de serem a fonte viva
Antepassado
no futuro que chegou & os completa
Pais
de pais, ao que os netos vem...
&
os velhos fatos que habitam nossos sonhos se repetem
A
velha casa & seus mistérios sagrados
onde habita a energia que nos atrai,
gravidade
& nos mantem juntos
Encanto
do encontro
carinho & respeito
onde se vela a liturgia da segurança
& da benção...
O
reino paterno-matriarcal
da família unida
Sadio
repouso quando cansados
Esteio
da criação
que nos sustenta
com pão, água, carne & exemplos...
No
sacrário mistério explicito
que os filhos comungam dentro de cada lar
das coisas sabidas & incontidas
Os
avós minérios, estrelas ferrenhas em torno das quais
nos propomos fieis orbitar
Chega
a vez então de deitar as preocupações
& de novo saber:
Em
torno de cada Avô & Avó
se ergue e fixa um novo Lar,
Fogo
antigo...
É
quando o passado não é mais antes
Mas
no agora vem nos reencontrar...
Olhai
crianças! Guarda esse sentido!
Que
aqui tudo é cuidado & carinho
Em
torno de seus verdadeiros Pais & Mães!
3 de jan. de 2018
Disse-me...
Disse-me
que sou o pior tipo de pessoa
Dos que interpretam a existência
mito-poeticamente
& que igual a mim
o fazem os dementes
os assassinos, os fanáticos
Toda essa horda de inúteis necessários
que são atropelados
na estrada da vida...
Disse-me
sem olhar nos meus olhos
em frases feitas de teses pueris!
Mas...
Eu sou o ponto cego
de sua visão acadêmica
Eu porto o prazer escondido
nas dobras do devir
& os sérios & esforçados
se alimentam das sobras
do que os loucos
os maus & os santos
sonharam para o mundo...
Disse-me, mas és mudo... mundo...
& não enxergas além do muro
prisão construída para o pesar...
mas os sonhos são leves!
que sou o pior tipo de pessoa
Dos que interpretam a existência
mito-poeticamente
& que igual a mim
o fazem os dementes
os assassinos, os fanáticos
Toda essa horda de inúteis necessários
que são atropelados
na estrada da vida...
Disse-me
sem olhar nos meus olhos
em frases feitas de teses pueris!
Mas...
Eu sou o ponto cego
de sua visão acadêmica
Eu porto o prazer escondido
nas dobras do devir
& os sérios & esforçados
se alimentam das sobras
do que os loucos
os maus & os santos
sonharam para o mundo...
Disse-me, mas és mudo... mundo...
& não enxergas além do muro
prisão construída para o pesar...
mas os sonhos são leves!
2 de jan. de 2018
Te encontrarei...
Te encontrarei
depois da sétima onda
assim que a tempestade passar
& o céu se abrir
radiando a estrela mais brilhante
do que vem a ser a Felicidade!
Não a confundirei
com fogos de artifício...
Te encontro
de alma lavada & espírito renovado
ao som dos sinos & flautas
que embalam o mais belo sorriso
Que antecede a palavra mais esperada
prelúdio do silêncio
do nosso primeiro beijo
Que saciará a sede
de todo sal do mar...
depois da sétima onda
assim que a tempestade passar
& o céu se abrir
radiando a estrela mais brilhante
do que vem a ser a Felicidade!
Não a confundirei
com fogos de artifício...
Te encontro
de alma lavada & espírito renovado
ao som dos sinos & flautas
que embalam o mais belo sorriso
Que antecede a palavra mais esperada
prelúdio do silêncio
do nosso primeiro beijo
Que saciará a sede
de todo sal do mar...
1 de jan. de 2018
Mensagem de Ano Novo
Qual tua finalidade Tempo?
Sei que não é nos matar
& nem sequer doar a vida
as festas, as feridas...
Uns dizem que existe, Tempo
porque nós existimos
Se for assim
tua finalidade coincide comigo...
Das coisas boas que podemos imaginar
um deus no céu do mundo
a paz, a justiça, o belo, o amor...
Tudo o Tempo perpassa
como horizonte de eventos
Assim como eu perpasso vertical
vertendo todos esses elementos...
Então Tempo, nosso segredo familiar
que dividimos na ceia deste altar
Que tu, como eu, não és Caminho
data, senda, repetição
Somos sim, Casa
lar, abrigo, salão...
Aqui, nessa Casa-Tempo
Corpo de Ser
a mesma porta é entrada & saída
Que prende, apreende, aprende
liberta & habita
a Duração
que é extensa nas dores
& curta no prazer
Porque à sós, Tempo ou Eu, idade
insistimos no horizonte ou verticalidade...
Eis que nos tropeços então, torço os ângulos
& te redimo Tempo
enquanto Me refina
Me instalo em Abismos verticais
& assim estendo os prazeres
& encurto as dores
Para fazer com o Tempo-Eu, aqui
um lugar melhor!
Feliz Ano-Lar Novo!
Sei que não é nos matar
& nem sequer doar a vida
as festas, as feridas...
Uns dizem que existe, Tempo
porque nós existimos
Se for assim
tua finalidade coincide comigo...
Das coisas boas que podemos imaginar
um deus no céu do mundo
a paz, a justiça, o belo, o amor...
Tudo o Tempo perpassa
como horizonte de eventos
Assim como eu perpasso vertical
vertendo todos esses elementos...
Então Tempo, nosso segredo familiar
que dividimos na ceia deste altar
Que tu, como eu, não és Caminho
data, senda, repetição
Somos sim, Casa
lar, abrigo, salão...
Aqui, nessa Casa-Tempo
Corpo de Ser
a mesma porta é entrada & saída
Que prende, apreende, aprende
liberta & habita
a Duração
que é extensa nas dores
& curta no prazer
Porque à sós, Tempo ou Eu, idade
insistimos no horizonte ou verticalidade...
Eis que nos tropeços então, torço os ângulos
& te redimo Tempo
enquanto Me refina
Me instalo em Abismos verticais
& assim estendo os prazeres
& encurto as dores
Para fazer com o Tempo-Eu, aqui
um lugar melhor!
Feliz Ano-Lar Novo!
Assinar:
Postagens (Atom)







