20 de ago de 2010

O Novo Ser Humano

-Trecho de uma entrevista de Eckhart Tolle:
 
Jenny Simon – Freqüentemente temos ouvido você falar sobre a nova consciência que está emergindo e como esse estado está disponível cada vez para um número maior de pessoas. Mas, honestamente, não estou convencida de que isso não seja uma projeção de sua experiência. Não tenho dúvida de que você floresceu como ser humano, mas não vejo evidência, ao meu redor, de que muitas pessoas passarão por isso. Pergunto: você tem alguma premonição de que isso vai acontecer em 5, 10, mil anos? Como isso realmente transformará o mundo?
Tolle – Certo. Admito que pareço estar no epicentro da onda de transformação porque isso é o que eu faço e as pessoas chegam para estar em contato comigo. Todos que encontro estão sofrendo transformações e às vezes, quando ligo a televisão, sou repentinamente lembrado – “Oh! Não está acontecendo com todo mundo”. Por causa de minha posição peculiar, admito que certas vezes parece, para mim, que o mundo inteiro está se transformando. Ao mesmo tempo, recebo mesmo imensa massa de correspondência de pessoas que estão relatando mudanças na consciência e enorme diminuição do sofrimento, etc. Isso eu vejo em toda parte; porém não, não tenho uma escala do tempo, tudo que eu sei é que há uma aceleração de algo. Também sinto que o planeta provavelmente não sobreviverá outros cem anos se a velha consciência predominar por muito tempo no planeta, com tudo que isso significa.
ção e transformação, talvez seja apenas quando a espécie alcança um ponto crítico em que a sobrevivência fica ameaçada se ela continuar sem transformar-se – aí então essa transformação acontece em nível coletivo. Eu acredito – e posso dizer que é quase um fato – que se os velhos padrões de fazer as coisas continuarem por mais cem anos, e naturalmente esses padrões ficarão ainda mais ampliados, os meios de destruição serão maiores e o planeta não será mais capaz de sustentar a vida humana por mais cem anos.
Assim, pela primeira vez na história humana chegamos a um ponto em que a transformação da consciência não é mais um luxo. Talvez tenha havido no tempo de Buda os primeiros florescimentos, também no tempo de Jesus, já apontando para algo novo, uma maneira de ver o que estava acontecendo. Os primeiros sinais disso e depois algumas flores aqui e ali, mas nunca tinha sido uma necessidade para a sobrevivência do planeta e o fim da loucura humana. Mas depois veio a tecnologia, veio a ciência – sim, também manifestações de grande inteligência –, e ainda assim ampliaram a loucura em larga escala. Antes as pessoas tinham sorte se conseguiam matar uns poucos, agora podem matar centenas, milhões com um só aparelho (riso). Não há mudanças, simplesmente amplia-se o efeito da inconsciência. E é uma boa coisa, porque vemos mais claramente que nunca.
É chocante saber que a primeira guerra criou armas poderosas de destruição, provindas da tecnologia, e aí pensamos: O que foi que fizemos? Milhões e milhões de jovens morrendo nas trincheiras inutilmente – Oh, meu Deus – foi uma abertura da visão da loucura, lá no começo do século XX. Mas agora sabemos também o que aconteceu no restante do século.
Está em seu rosto agora, é tão óbvio. Eu sei que o trabalho que faço, qualquer que seja, é uma manifestação da nova consciência e há muitas pessoas atravessando isso. Para salvar o planeta? Eu não sei, talvez não.

Jenny Simon – Então, pode-se dizer que você é uma espécie de necessidade da evolução, de certa forma?
Tolle – Sim, na realidade é isto que está acontecendo. É quase como se a espécie estivesse se tornando algo novo, uma nova espécie está evoluindo da velha. E, novamente, não é algo do ego, dizendo: “Eu sou da nova espécie”, você já não é (riso). Mas sim, é bem como se uma nova espécie estivesse chegando, e está chegando porque a velha espécie não é mais capaz de sobreviver, a menos que mude.

13 de ago de 2010

O livro que nunca li...


Cidades da Noite Escarlate

“Nada é verdadeiro. Tudo é permitido.” As últimas palavras de Hassan i Sabbah, o Velho da Montanha.

"Tamaghis... Ba’dan... Yass-Waddah… Waghdas… Naufana… Ghadis”

Diz-se que um iniciado que deseja conhecer a resposta a qualquer questão só precisa repetir essas palavras enquanto adormece, e a solução virá num sonho.

Tamaghis: esta é a cidade aberta dos guerrilheiros em luta, onde a vantagem se altera de um momento para outro, numa desesperada guerra biológica. Aqui, tudo é tão verdadeiro quanto você pensa que é, e tudo a que você pode escapar impune é permitido.

Ba’dan: esta cidade dedica-se a jogos competitivos e ao comércio. Ba’dan parece muito com o Estados Unidos de hoje, com uma elite endinheirada precária, uma enorme classe média descontente e um segmento igualmente grande de criminoso e pessoas à margem da lei. Instável, explosiva, abalada por motins turbulentos. Tudo é verdadeiro e tudo é permitido.

Yass-Waddah: esta cidade é o baluarte feminino, onde a condessa de Gulpa, a condessa de Vile e o Conselho das Eleitas tramam a subjugação final das outras cidades. Cada nuança da transição sexual será representada: meninos com cabeça de meninas, meninas com cabeça de meninos. Aqui, tudo é verdadeiro e nada é pérmitido, exceto aos permissores.

Waghdas: é a cidade universitária, o centro do saber, onde todas as questões são respondidas em termos do que se pode expressar e compreender. A permissão completa deriva da compreensão completa.

Naufana e Ghadis são as cidades da ilusão, onde nada é verdadeiro, e portanto, tudo é permitido.
O viajante deve começar por Tamaghis, e continuar pelas outras cidades, na ordem indicada. Essa peregrinação pode levar muitas vidas.

William S. Burroughs, Cidades da noite escarlate


10 de ago de 2010

Buddhas Vegetais


O Cipó ensina:

"Prefiro estar em Paz 
do que estar certo!"

2 de ago de 2010

Meu Vegetal


Minha Janela
Meu Plural
Minha Ayahuasca
Meu Mestre
Minha Irmã

Abra minha mente
Reduza meu ego
Mate minha sede de me conhecer
Mate essa minha fome de morrer...
   de morrer...

Sincera Dissolução
Do Meu Mal
Do Meu Bem
Lembranças & Esquecimento
De Mim
De Tudo
Das Sendas do Universo
Entre Vidas
Nossas Vidas
De Todas as Dores
De Todo Amor.