13 de ago de 2010

O livro que nunca li...


Cidades da Noite Escarlate

“Nada é verdadeiro. Tudo é permitido.” As últimas palavras de Hassan i Sabbah, o Velho da Montanha.

"Tamaghis... Ba’dan... Yass-Waddah… Waghdas… Naufana… Ghadis”

Diz-se que um iniciado que deseja conhecer a resposta a qualquer questão só precisa repetir essas palavras enquanto adormece, e a solução virá num sonho.

Tamaghis: esta é a cidade aberta dos guerrilheiros em luta, onde a vantagem se altera de um momento para outro, numa desesperada guerra biológica. Aqui, tudo é tão verdadeiro quanto você pensa que é, e tudo a que você pode escapar impune é permitido.

Ba’dan: esta cidade dedica-se a jogos competitivos e ao comércio. Ba’dan parece muito com o Estados Unidos de hoje, com uma elite endinheirada precária, uma enorme classe média descontente e um segmento igualmente grande de criminoso e pessoas à margem da lei. Instável, explosiva, abalada por motins turbulentos. Tudo é verdadeiro e tudo é permitido.

Yass-Waddah: esta cidade é o baluarte feminino, onde a condessa de Gulpa, a condessa de Vile e o Conselho das Eleitas tramam a subjugação final das outras cidades. Cada nuança da transição sexual será representada: meninos com cabeça de meninas, meninas com cabeça de meninos. Aqui, tudo é verdadeiro e nada é pérmitido, exceto aos permissores.

Waghdas: é a cidade universitária, o centro do saber, onde todas as questões são respondidas em termos do que se pode expressar e compreender. A permissão completa deriva da compreensão completa.

Naufana e Ghadis são as cidades da ilusão, onde nada é verdadeiro, e portanto, tudo é permitido.
O viajante deve começar por Tamaghis, e continuar pelas outras cidades, na ordem indicada. Essa peregrinação pode levar muitas vidas.

William S. Burroughs, Cidades da noite escarlate


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