8 de dez de 2017

Na Brusca Senda

               a busca improvável se dá
nossas inutilidades
que tanto nos utilizam
exigem uma distância sadia & vã
de toda essa forma de tato
contatos & contágios
                                                te peguei sã
                              fingindo revirar os olhos
                             reinventando culpas
                           para sentir mais tesão
                       esses ventos frouxos
                    que nós largos dão
                     no circuito do prazer
                            que eu & você
                       percorremos cegamente
                                    & rápido passa
                               aquele desejo intenso de ver
 que nessa manhã
   tivéssemos despertado
       amando um pouco mais o mal
      para que assim fossemos apenas sinceros
     então vamos estragando
         com nossos passos pesados
              & inconfessáveis antipatias
                  o jardim alheio, assim assado
                        esse sensual bestiário
                            & o fato de ser raro
                                  o encontro com gente de verdade
                                     não muda o status
                                de pouca sinceridade aqui brotar
          que se apresente brinquedo inconsciente
se arrume, se apronte, se maquie
                                       & agora venha aqui
                                 se exiba para nossa diversão
                                      escamoteando o ego
achando-se afirmativa
           nunca foi tão máscula
                    a dadiva feminina
                  uma ideia alheia compartilhada
       mais uma repetição
um pau de self no lombo
& agora está aqui para nossa diversão
                                        luz no fim do túnel
                                     doce sorriso à cores
                                   culpa sem culpa
                                         dores
                               muita afirmação
                       declarações, exclamação
                                 autos-de-fé, gratidão
escute mundo: controle em vão
 agora! em uma época de visibilidade invisível
          será arte desaparecer
                       pelas palavras nunca lidas
                       abrindo o vazio do sentido
                                que masca a imagem
                                    & quem se importa, é incrível
                       se reviramos lixo como ouro
& o luxo sugamos
como o chicote acaricia o couro
                              já que não temos passado
                           uns para os outros estranhos
                      viemos de lugar nenhum
         nos encontrando na encruzilhada para o nada
                 falésias, falácias
                     fnords, fraudes
                        só porque
                          eu quero
                      então vou lhe dizer
                          o importante não é exclamar
                              mas antes interrogar
                                 o importante é a pergunta
                                         um interesse
                                              não influenciado
curiosidade empática
          entre tantos tolos com a mesma incerteza
                    sem saber se ler é melhor que reler
                      se ver é melhor que rever
                      se lembrar é mais fácil que esquecer
                              pois o perdão exige primeiro o erro
                              eis a beleza
                                            faca de dois gumes da gnose
                                                          a gratuidade da busca
                                  através da senda do meio
                  rumo ao infinito da dúvida
& que nunca queira
aquele deus mal
que cesse a sinceridade
do meu interesse por você

meu outro eu!


24 de nov de 2017

Leitmotiv


Afastem-se,
   farejo o ódio motivo
      que o mundo excreta;
Cheiro com a visão
   o bolor indolor
      da alegria confundida com felicidade;
Comprometi-me
   com a fúria & o som
      do fracasso;
Minha honestidade
   é droga vendida no açougue
      onde embrulham o espirito
         com jornais amanhecidos;
Afastem-se,
   mas não se escondam de mim,
      esquartejo a devassidão limpa
         exposta na vitrine do ego.




• Sabedor'corpo / Ignor'alma •

O que deforma o corpo
não é a mesma coisa
que degrada a mente,
É o tempo & o espaço
lutando por uma forma de amor
aproximando & distanciando
a chance & o motivo de afeição,
Como você se prepara
para a dissolução da forma?
Como você se protege
das formas de degradação?
O que fazemos
para que o amor sobreviva
não tem nada a ver com nós
mas com o amor que encontramos,
O corpo-saber sorri por entre o tempo
Enquanto a mente-demente
'almadiçoa' os espaços
com os quais 'nadaprendeu'.




Facebook- 23/11/17

• Passeio em um Dia de Chuva •

Bendito seja tudo que nos distorce
Que nos vira do avesso
& turvando, faz ver melhor...
...eu só queria que houvesse um mundo que fizesse sentido...
...onde as lágrimas não obscurecessem a visão...
...onde a chuva amansasse a razão...
...onde a vontade fosse mais do que fome & sinal de falta...
Sair por aí
& nos êxtases dos detalhes
encontrar o desfrute da banalidade.





Facebook 22/11/17

• Rαrα & Surrεαl •

Te encontrei,
só então fui te procurar,
te via em todas mesmo sendo rara,
companheira nessa ausência,
nos sonhos te tive,
permanente impermanência...
Não há maior condição para o amor:
Te encontrei
& então fui te procurar!




Facebook 21/11/17

* (in)Sanidade *

PróXimos ao insuportável
somos Ridículos ou Gênios
Colaboradores ou Dissidentes
Aqueles nem sabem: Adaptados
Esses nem querem saber: ...
...há medos de perda
& há medos a se perder...
Nunca ninguém será livre/completo
sendo parte
do que lhe aprisiona!
sendo parte
do que lhe limita!

[&mτ - Δε]



Imagem: Paul Klee "An A-Z"

Facebook 20/11/17

• Azougue •

Não faço parte
& não sou da natureza das bolhas
Os que encontro, nos reconhecemos,
Compartilhamos
a influência do Azougue!
Pesados, sim!
Profundos, sim!
Obscuros, sim!
Há de se ter propriedades assustadoras
para se atrair Ouro!
Deixamos os flutuantes
pueris & frágeis
seguirem ao vento
Com destino a qualquer
maciez que os estoure!
Vamos coagulando consciência
Emergindo de abismos
com as asas esféricas
do Amor que tudo atrai!
As bolhas
traem a si mesmas
Em repetições & contradições
rápidas rumam ao insustentável
Mas o Azougue
faz do fundo
profundo elevar!

[Vultur]




Facebook 20/11/17

• Manhã sem Rosto •

Depusemos nossas máscaras,
rostos & os rastros & as roupas
em algum momento perdido da noite;
Perdemos nossas faces
& no lugar delas só valas, falos & rachas;
Podamos a cara antes do mundo girar
até o sol vir levantar a neblina
que oculta os traços das ruas
no opaco pano de fundo
que umedece a manhã...
Prima-face nunca mais,
extirpada na colisão em alguma curva
onde o gozo distorceu
a tal ponto os músculos & sensos
Que no lugar do rosto ficou apenas o gosto
do teu prazer do meu prazer
Subentendido na curva sem sinais
da estrada para lugar nenhum...
R/G...ostos
.........ozos
.........astros
Sós & acompanhados
Somos os Santos das Últimas Horas
no banquete final
para o qual nem os anjos foram convidados...
Beatificados monstros inumanos
pelo riso incontido do regozijo
que não precisa dar
a cara ao tapa!

[Vultur]




Facebook 19/11/17

• Rumor do Vento •

O vento sopra
...& é mudo
.......para as coisas
...........do mundo...
O vento farfalha
...nas folhas das árvores
......mas não reinventa as páginas
.........dos livros de história...
Vento que se cala
...& fala do que se encontra
......no oco do mundo
.........um eco ilógico...
A fala do mudo
...que cala & escuta
......o estranho som
.........do tempo...
Vendaval farfalhante
...rumo rumor do vento nas folhas
......que fala de uma falha
.........incompreensível...
É o vento que faz
...o pássaro voar
......a folhagem chiar
.........& o pensamento calar...




Facebook 16/11/17

• Entorno do Acaso •

...Nossos encontros são tão raros!
Deixa dessa vez
de vir em um sonho
& me encontra na rua do silêncio,
dobrando a esquina da saudade,
depois do feriado...
De surpresa, para acelerar o coração
& parar o tempo...
Cruzamos tanta inconsciência
para sorrir do não dito...
Dias, ruas, meses, chances, constelações,
o acaso do acaso
de contar com a sorte...
o que de bom já sonhei.
Deixa dessa vez
um sonho esquecido te encontrar
& te trazer...
αfinal, todos os meus caminhos
já me levam a um (re/en)tornar
do meu melhor acaso!




Facebook 15/11/17

• Ana Adore •

...Meus círculos em tuas órbitas...
Anular...existir...
...nua lua lar de Ana
...há nada em todo lugar
Acolher...espantar...
...o sentido
...sem ter tido centro
Partir...ficar...
...você em todo lugar
...repartida em todas
Recolher...replantar...
...lunação
...jardim de tuas águas
Circular...orbitar...
...eterno retorno
...à essa mania de te amar.




Facebook 13/11/17

• P@r@sit@ •

Decifra-me & te devoro
Adora-me & te vendo
Vença-me & te refuto
Engane-se & te exalto
Adapte-se & te incluo
Revele-se & te arraso
Repita & te acolho
Inove & te esnobo
Xingue & te aplaudo
Cala & será um a mais
Grite & será como muitos
Parta & não fará falta
Simbiose com o parasita
Dependência do irreal
Afinal, "você não faria (faz) o mesmo?"
É dar & descer
É relaxar & não gozar
É saber & não adiantar nada!




Facebook 12/11/17

• Protesto das Idéias •

A Arte é
o único ato humano contra a escuridão...
Religiões tornam-se lendas,
Tecnologias evoluem,
Impérios acabam,
Mas o que hoje te abriu um sorriso,
em estado de graça,
Será eterno!

Chega pelos cantos dos olhos
& aporta um encanto inesperado,
Jogadas no tempo
as senhas para abrir sorrisos,
como a luz de estrelas mortas,
propaga-se ao infinito...




Atendendo ao chamado:
"Nenhuma beleza deveria ser poupada para amanhã, porquê somos finitos." -Martha Brandão

Facebook 05/11/17

• Canção pra Ninguém •

Dos meus refrões,
estribilhos descarrilados,
O brilho é teu,
lábios de labirinto...
Faz de mim 
um mudo a cantar tua ausência 
& ainda assim vejo beleza
na saudade do inacontecido...
Um grito
contra o carma sem causa
de uma dor sem porque,
ode que ninguém ouve, ninguém sabe...


[Meia-noite, escutando Calcanhoto: "Um Dia Desses"]

Facebook 05/11/17

• Dandarah •

Guarda isso...
escrito nas lembranças alegres,
uma palavra que teci para te vestir,
senha para hoje até sempre
chamar o melhor de ti, vida...
Palavra
escrita dentro de você,
escondida & desvelada
que entrevi, como pedra preciosa:
O sentimento
de ouvir pela primeira vez
uma canção perfeita,
A cor
que de repente descubro
combinar com teu sorriso...
Te digo ela...
no sentido das mãos
que esculpe sons,
& no carinho que se faz
entre os olhos & a boca,
O refino da razão sob o sentir,
o suspiro de dizer por inteiro
o quanto você é linda...
& porque foi assim
que te chamei em um sonho.





Facebook 02/11/17

13 de nov de 2017

Naxos - Um poema introduzido pelo Alfabeto Dançante Vultur-Ariacna


Alfabeto-Dançante Vultur-Ariacna

Explanação acerca do Portfólio

   A ideia deste ensaio imagético surgiu com a busca iniciada em trabalhos passados, onde em uma série de ensaios com temas filosóficos-poéticos procura-se romper com a repetição do discurso e das ideias...

   Este “portfólio” de trabalhos gráficos é um avanço nessa direção, compondo uma obra imagética munida de imagens que simulam movimento de dança baseadas no alfabeto grego transliterado para o latim, é o que chamo de “Alfabeto-Dançante Vultur-Ariacna”.

   Essa obra de emanarte é também uma sequência do manifesto “Vultur”, que defende a obra de arte como emanação fisiológica & pneumática por parte do ar-tista, o Vultur, e é também o prelúdio para uma obra a ser publicada em futuro próximo, um romance-vultur de amor-fati, que conta uma breve história de uma paixão trágica.

   Aqui, para dar presença à esse Alfabeto-Dançante, invoco a mitológica Ariana, ou Ariadne, do mito do Minotauro e Teseu, que é representada justamente como a “dançarina” aracnídea das ilustrações. Nessas paragens ela já está em companhia do Vultur, o abutre dionisíaco que a conduzira, como psicopompo à ilha de Naxos, onde será coroada rainha por Dionísio, e iniciada nos mistérios do além-amor.
   Enquanto o Vultur faz sua aparição como o abutre, aquele que vem para ver, ouvi e transmutar o mito, rompendo com a significação do mito em si e implementando mais uma “novidade”, que é justamente a questão da Linguagem, que expande o que já foi dito no manifesto Vultur. Os interessado podem ler mais a respeito no ensaio anterior disponibilizado ao público em www.texturadoabismo.blogspot.com.br (in CodexTexturial).

   Neste presente trabalho não há nenhuma intenção de refletir, prolongar ou acrescentar nada ao mito, além de ser um simples trabalho gráfico, emanado e exposto (pois os parâmetros emanativos usados aqui serão usados na referida obra futura) sendo este trabalho apenas uma apresentação dos “porquês” deste tipo de composição, que não caberiam na próxima obra.
    Assim, este portfólio é apenas um prelúdio gráfico ao que virá, introduzindo graficamente, para reflexões mais tardias, sobre a relação da língua escrita, o pensamento e a dança.
   O que fica aqui é a apresentação deste Alfabeto-Dançante, com breves e aleatórias composições nessa dança-língua, complementadas com um poema final onde se expõe algumas possibilidades emanatórias.

E se nos comunicássemos dançando... se o silêncio fosse interlúdios entre passos de uma bailarina... Essa é a ideia primordial neste Portfólio apresentado aqui... Prelúdios para danças emanadas presentes e futuras...


Micro-Obra: 





1 de nov de 2017

Rotos - Rotas Vultur de Rompimentos


Vultur – Ar\/tista, fisiológico & pneumático.
Vultura – Cultura\/Culto Vultur voltado para o público.
Vultuar – ou Fultuar - Processo de apreensão temporal onde o Vultur
       percebe que o Tempo corre ao contrário do entendido pelo senso
       comum, percorrer o tempo do futuro para o passado, como uma
       sombra flutuando sobre a realidade.
Vulture – Desen\/voltura interior do Ar-tista.
Vulturo – Forma Vultur de designar o futuro, de onde partimos no tempo.
Vulturlorgia – Sabedoria do Êxtase Emanador de um Vultur, compõe-se
       de Vultur + Logia + Órgia.
Vulto – ou Fulto, ou Fulcro - A coisa dada e acabada presente no futuro
       que impulsiona ou impressiona a consciência Vultur a redefinir o
       passado.
Transfinição – Redefinir o sentido de um termo, palavra, imagem,
       sentimento, coisa, etc.
Textura – Texto, geralmente de escrita automática, com diversos termos 
       autorreferentes entre si que transmitem uma ideia maior.
Sentir – O momento percebido do choque entre o exterior e interior, não
       importando de onde partir a volição para a impressão.
Rotunda – Encadeamento circular-espiral de Transfinições.
Roto – Aquilo que se rompeu.
Rompimento – Ato Vultur de findar e reiniciar um círculo, romper é
       inseminar, em analogia à concepção sexual.
Rompante – Ato de nudificar, expor uma ideia Vultur, em
       encadeamento, rotundamente.
Obrar – Defecar, aqui, o resultado da emanação da digestão Vultur.
Nada – O Todo escatológico da emanação. O Ilimite do prazer ou de
       qualquer sentimento ou sensação.
Laimosphilia – Paixão sensual pelo pescoço, costas e dorço.
Ilimite – A espiral continua do poder emanador do Vultur.
Kundalini – Energia sexual masculina.
Futere – Copular, Foder.
Fohat – Energia sexual feminina.
Expansão – Estado alterado de consciência produzido pelo Baedario.
Êxtase Feio – Sentimento extático alcançado pelo descondicionamento
       estético padronizado em comum.
Emanarte – Obra emanada pelo Vultur.
Dis-Curso – Entender e comunicar uma Transfinição.
Daimon – Gênio, Inspiração, Consciência superior em gozo Dionisíaco.
Corpusemorganum – Corpo transfinido de suas funções vitais e voltado
       para a Emanarte.
Corpo de Baile – O corpo como instrumento de êxtase.
Corpo – Universalidade Única, ou seja, tudo que existe tem um corpo, 
       mas cada corpo é único.
Caos – O Todo ontológico da emanação. O Ilimite da emanção ou de
       qualquer coisa material.
Baedario – Palavra bárbara para qualquer substância enteógena,
      expressa também uma Teoria dos Sonhos, Sabedoria Onírica.
A-fundar – Subir às alturas do êxtase e desse ato emanar a obra.
Abismo – A abertura emanativa da consciência Vultur.
& - Sinal emanativo gráfico que indica dois termos que se auto-definem
      mutuamente em uma totalidade, completude, e expande a ideia
      geral sobre o conceito. Representa tanto a ampulheta do tempo
      reverso (futuro-presente-passado), um corpo em posição de leitura e
      obrando.
De - Sinal emanativo gráfico que indica o gênio inpirador do Vultur, seu
      Daimon (D) de êxtase (e), composto por letras gregas, o Delta
      maiúsculo simbolizando o corpo físico e suas energias e o Épsilon
      minúsculo representando as asas do abutre e seu voo, que são sinais
      da emanação, seu gozo.
\/ - Sinal emanativo gráfico que indica a presença de uma Transfinição.
       Representa simbolicamente as asas do Abutre que levou a coisa

       para a digestão nas alturas.



-Baixe a Micro-obra completa:


VULTUR - Daimon ekstasis

Vultur apresenta um ponto de rompimento artístico, e traz uma nova afirmação do objetivo da poética para os dias de agora. Com textos e poemas dissonantes para com o momento intelectual, expressa uma tentativa de extrapolação por parte do autor, cheios de significações que merecem ser entendidos cada qual como manifesto, da mesma forma dissonante, de uma nova forma de conceber o Artista e a Arte.
    Parto do princípio de poesia não como criação, mas como Emanação, que creio enfim ser o conceito correto para a manifestação artística, não mais arte, mas Emanarte.
    Vultur se refere ao Vulture, o Abuttre, e é dessa ave que retiro toda a simbologia viva para compor a imagem do ar-tista, um elemento alada e carniceiro, pois possui as asas da imaginação que o êxtase proporciona ao corpo, onde ocorre a digestão das substancias que o Vultur ingere para transmutar em obra.
    Emanando essa proposta físico-espiritual de atuação artística na micro-obra “Vultur”, trago um rol de emanações poéticas que refletem o momento de rompimento para com uma noção de arte que me guiou até então, um rompimento que desvela e emenda pontas em toda minha composição até então, redefinindo finalmente tudo que foi criado até então como emanado fisiologicamente tendo em vista o que o futuro apresenta.
    A micro-obra contém além de poemas-reflexões, imagens criadas pela estética enphlexyon, remete às nuances psiconáuticas e gnósticas de outros trabalhos, além de reverberam a mutação neologista de muitos esforços para expandir a palavra para o campo do puro pensamento. Alguns poemas mais recentes postados aqui na Textura do Abismo também compõem a micro-obra ganhando finalmente seu alinhamento o qual essas texturas pressagiavam, a vinda de Vultur. Ao fim a obra contém o Primeiro Dis-curso de Vulturlorgia expondo uma espécie de manifesto fisiológico-estético-intelectual que compactua Saber & Orgia.
    Vultur como emanação ar-tística e estilística faz reverência à Austin Osman Spare, Friedrich Nietzsche, Hakim Bey, Guimarães Rosa, Heidegger, os Surrealistas entre muitos outros que do futuro foram emendados formando o composto total que ainda se desenvolverá para dar sentido à um movimento cultural que já se enraíza nos dias de hoje, abrindo uma senda artística, intelectual e amoral que se confrontará com os tempos áridos de repressão que se erguem.
   Contra tudo isso a proposta em suspenso e emanadora de Vultur é uma: libertar o Daimon pessoal de cada um, fazer vulto no presente, desmoralizar as ideias através da nudificação das palavras e discursos vazios e sentido que as sustem...
    O Daimon do Êxtase alça voo, a estética da super-sensualidade e êxtase-feio arroga-se como asa negra sobre uma sociedade ultra-iluminada por luz de neon.
    Vultur vem futere com tudo isso!

 Micro-Obra completa em PDF:



30 de out de 2017

• O Toque do Acaso •

Amar é encontrar o Inesperado;
só há amor na Gratuidade,
sem medos, apenas espanto...
Re-conhecer no inesperado a Esperança,
Re-conhecer na gratuidade a Graça.
Quantos estão preparados
para encontrar
a Graça da Esperança?
Só quem, por acaso,
o amor encontrou!
Essa 'coisa-caso' que muda tudo...




-Facebook 28/10/17

• Objeto de Desejo •

Quando criança 
chorava & você vinha
objeto de desejo...
Agora
Imploro & castigo
quero & destruo
Possuo sem ter
tenho sem possuir!
Quando criança
era sincero no que fingia
Ainda
finjo & penso ser sincero
Sim! Sério!
Desejo abjeto...




-Facebook 27/10/17