Das nuvens transnoitadas
emergem naves que cruzaram o espaço
Escondidas na água suspensa
de nossas certezas
A madrugada passa pelo moedor da manhã
até ter o azul sem sal do dia
Onde se apaga a sonolência das cores
& o despertar em dores
Através da ida à lida
através das lembranças da noite de suor
pela culpa por ser inocente
pelo que o amanhã proverá
Vejo nos rostos de cada um
as taras-mil mal disfarçadas
pela quais todos passam
ou prosperam emperrados
No caminho para castração
desenbainho como nave que sai da nuvem
O prefácio flácido
que verga como vibora
à procura da mordida
Até que o pão de toda fome recém assado
nas cordilheiras lisas ao leste
queime ao chão & exale o cheiro
das engrenagens mal lubrificadas
que erguem o sol
& o cenário de domingo
onde ato nenhum
acontece
...mas sobre...viverei...

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