17 de jun. de 2011

Selena Sombreada

No Jardim das Janelas
   da tarde fria que esvai mais quieta
Esperei eu Selena nua
   vir se cobrir de vestígios de nada
Vestir sombras
    sobrevestir na envergadura do horizonte
       horrorizado que estava
           de fuligens de vulcões  & dinossauros cremados.

E na tarde desse semibréu atmosférico
   das conjunções planetárias
      & tempos modernos
Uma estrela reza nas minhas costas
Um anjo cai sob minha cabeça
Uma gata vigia a janela
   & os satélites dos olhos orbitam
      agitados pedindo um luar.

Selena vem já medrada
   & a vesânia me consome
Hoje seu lado escuro está mais escuro ainda
E sua nudez perene
   entregue opaca como um rubi de lama
No céu sujo que anuncia em si
   o portal do inverno geral que assalta urgente
      todos os olhares e também corações perdidos.


 












 Kalkii espera a lua

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