Da estrada me interessa muito mais o estar do que o ir, o rolar do que chegar, a caravana que acampa, o acampamento que se levanta
Da estrada me interessa muito mais as trincas por onde brota as ervas que implicam o desleixo & o passar do tempo, do que o pavimento cáustico que um dia foi sinal de civilização
É que essas rachaduras são vislumbre de uma promessa que ninguém me fez, são desejos de algo a se realizar que não depende só de mim, pois na civilização vive o verme & prospera o chacal
Na estrada caminho no aguardo de tudo desmoronar & nunca mais pisar atrás nos passos que passavam ao largo do que me detia, parado; na estrada vive o que se move & prospera o que não preda

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