Pela estrada sob o parto luco-fusco do dia
o vento fresco da primavera
embala entre um corte de espinho
& um beijo de seiva
o impulso do corpo
que segue imerso, nesse meio...
Não penetramos
em nenhuma profundidade
É só um quase-flutuar
na superfície-casca do mundo
que oscila como cortina ao vento...
Eu vejo & sinto
mergulhando nesse tempo ameno
Como em fluido mais leve que água
ondulo também... sou partícula cindida
sou onda interferida pelas coisas
dentro da paisagem inexata
& primeva, incontida...

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