30 de dez. de 2025

Alheiamentos de Dezembro

 

Então o tempo parece desacelerar
& as portas do esforço fechar

Parece combinado com todo mundo
Já deu o que tinha que dar

& agora é só esperar
Depois das festas passarem o ano acabar

Dezembro de cançasso & da falsa alegria sentimental
Dezembro da recompensa por viver no deserto da realidade
Dezembro por nascer & morrer no mundo
Dezembro pelo sino pequenino que surrupiou o sol invicto

Na infância o feitiço funcionava bem
Mas espere só pelo ano que vem

& mais um tempo de contos de fadas
Até a idade mostrar suas garras

Agora conservar o espírito puro
É proteger os inocentes do expurgo

Dezembro das noites felizes até o primeiro velório
Dezembro da saudade do que nem se sabe
Dezembro do modo/medo de vida ocidental
Dezembro que nos tornou felizes & tristes ao longo dos anos

Comemos & bebemos, consumimos uma festa
Nas cores & estação de outro hemisfério

Cantamos canções na véspera
De uma lenda que virou império

Mitigamos em nosso calor
A proximidade que no norte se tem no frio

& nos presépios representamos um amor
Tolo & pobre de um deus esvaziado

Esperando só um ano acabar
& outro começar

Para a procissão de dias preencher com rapidez
Até de novo desacelerar



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