Os pés poeirentos incrustados de lembranças triste do caminho, cristal & barro amassado, pisoteado pelos pés...
Eu pactuo com o trabalho da vida & também imagino coisas tristes que não aconteceram;
O trabalho de todo homem é desafiar a consciência a suportar o imaginável
& assim talhar a pedra da memória para o pior, vivendo o melhor possível;
Dessa forma debulho de talhe em talhe a compacta rocha da consciência cravando nela as marcas da resistência,
Cada corte na pedra refinando cristais do tempo,
Que espatifadas no chão pulverizam a carne moldando detalhes refinados & entalhes grotesco da passagem do tempo,
Que se resume em imagens, símbolos, riscos de uma vida vivida & outra paralela, simulada;
Mas ambas reais, na medida que experenciada;
Na pedra imaterial que esculpimos está a forma de nos distanciarmos do tempo nos aproximando do espaço,
Como a lava que emerge, se concretizando em terra, ouro, mármore, cristais, barro... assim é a consciência que sonha, desperta & adormece
Em uma vida sonhada entremeada à uma vida vivida.

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