Toda nossa experiência
Essa autorreflexão de existir
Que se passa... passa... dentro do tempo
Cada minuto milhões de repetições
Cada instante uma breve novidade
Cada momento uma raridade
Entretanto... de tanto novidar
Envelhecemos... enviesados em desgastar
É o relógio da carne com data de validade
Movido à química eletricidade
A máquina-macia de perdurar
Habitada pelo fantasma desassombrado
Que permite ficar nessa clareira desabrigada
Vendo tudo passar sem parar
Entre a experiência de quase vida
& a essência da quase morte
Aquilo que nos devora & recompõe
É nossa própria aleatoriedade em ser
Nossa graça, nossa sina, nossa sorte
De ser vida & depois morte
Em ter sido antes nada
& agora sermos tudo que podemos
Na flexão de possibilidade
& a vontade de poder

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